Educação é discutida em seminário de políticas públicas e gestão governamental

0
0
O cenário da Educação de Mato Grosso foi apresentado, pela secretária de Educação, Esporte e Lazer, Marioneide kliemaschewsk, durante o 4º curso do I Seminário de Políticas Públicas e Gestão Governamental, realizado na última sexta-feira (20), no auditório da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). O evento, promovido pela Associação dos Gestores Governamentais do Estado de Mato Grosso (AGGEMT), contou com a participação de servidores de carreira e convidados.
A secretária apresentou os principais desafios e os projetos para garantir o acesso à educação de qualidade, a permanência e o sucesso dos estudantes mato-grossenses em sala de aula.
kliemaschewsk também traçou um panorama das ações desenvolvidas pela pasta na implantação do projeto político pedagógico para a rede estadual de ensino, dos planos Estadual de Educação (PEE) e estratégico para o setor, como os projetos Seduc Interativa e Pró-Escolas – que previam, respectivamente, o diálogo com a comunidade escolar sobre melhorias na educação pública estadual e ações e investimentos para melhorar a estrutura das escolas estaduais e a qualidade do ensino público.
“Temos tralhado muito para efetivar e garantir o aprendizado de nossos alunos e alcançar melhores índices. Mas sabemos também que o resultado do trabalho não é imediato, como as pessoas querem. A educação é um processo contínuo de ação, reflexão e ação. E neste aspecto, só conseguimos melhorar se tivermos a valorização profissional, a gestão administrativa e financeira controlada e o eixo pedagógico fortalecido, com avaliação e intervenção imediata”, enfatizou.
Sobre a atuação dos gestores público no âmbito da Secretaria de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), ela destacou que os servidores fazem a diferença e ajudam a instituição a alcançar seus objetivos. “O foco da educação é a sala de aula. Portanto, a expectativa é de que o que fazemos aqui chegue até lá, no chão da escola. Não adianta nada tanto esforço, tanto trabalho, se isso não modificar a realidade da sala de aula”.
Para kliemaschewsk, o foco precisa ser a relação pessoal professor e aluno, assegurar as estruturas necessárias para que aquele processo de aprendizagem aconteça. “Por isso, nós lutamos tanto. Porque sabemos que é possível, fazer a mudança e a diferença e que isso demanda muito trabalho e atenção de todos os servidores”, finalizou.
Desigualdades da Educação
O diretor de Políticas de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, do Ministério da Educação (MEC/Secadi), Daniel de Aquino Ximenes, falou sobre os desafios da pactuação e enfrentamento das desigualdades da Educação no Brasil.
De acordo com ele, é preciso observar os desníveis entre os diferentes grupos da sociedade e que a discussão sobre a educação deve ir além da reflexão sobre qualidade, melhores currículos, conteúdo. “Passa também pela garantia de maiores condições de acesso e permanência na escola, pois temos grandes dificuldades neste aspecto”.
Ximenes lembrou ainda que é necessário constituir estratégia de governança e pactuação dentro da política pública de educação para enfrentar os desafios da qualidade e da desigualdade. “Precisamos estabelecer as competências e responsabilidades da união, dos estados e dos municípios, a participação da sociedade civil e do mercado”, afirmou.

| deixe sua opinião |

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui