Regras novas na desistência de imóvel fortalece o mercado

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Foi aprovado  o Projeto de Lei 1220/15, do deputado Celso Russomanno (PRB-SP), que disciplina os valores a receber, pelo mutuário, na desistência da compra de imóvel. A matéria está em análise no Senado .

Proposta estabelece regras sobre a desistência de compra de imóveis
Quando o empreendimento tiver seu patrimônio separado do da construtora, em um mecanismo chamado de patrimônio de afetação, o comprador que desistir do imóvel terá direito a receber 50% dos valores pagos, após dedução antecipada da corretagem.
Se o empreendimento não tiver o patrimônio assegurado dessa forma, a incorporadora ficará 25% dos valores pagos se o comprador desistir do imóvel. O projeto original fixava 10% de desconto na restituição das parcelas pagas para qualquer caso. Um destaque do PT tentou recolocar esse índice menor, mas foi rejeitado pelo Plenário.
Devido à restrição de crédito para o setor imobiliário em razão do baixo número de vendas e alto índice de distratos, a tendência do sistema financeiro é privilegiar empreendimentos com patrimônio afetado por causa da maior segurança de retorno.
Com o patrimônio afetado, as parcelas pagas pelos compradores não se misturam ao patrimônio da incorporadora ou construtora e, se ela entrar em dificuldades financeiras, não poderá fazer parte da massa falida.
Descontos
Em ambos os casos, quando o mutuário teve a unidade disponível para uso, antes mesmo do “habite-se”, a incorporadora imobiliária poderá descontar ainda valores relativos aos impostos incidentes sobre a unidade; cotas de condomínio e contribuições devidas pelos moradores; demais encargos previstos em contrato; e um montante a título de fruição do imóvel.
Esse montante será calculado segundo critério pactuado ou, na falta deste, de forma fixada pelo juiz em valor equivalente ao de aluguel de imóvel de mesmo padrão e na mesma localidade.
Quando o comprador desistente apresentar um interessado em ficar com o imóvel, não haverá retenção da pena contratual (25% ou 50%) desde que a incorporadora dê a anuência na operação e o novo mutuário tenha seu cadastro e capacidade financeira aprovados.
Já no caso de revenda do imóvel objeto do distrato antes do prazo para pagamento da restituição, o valor a devolver ao comprador será pago em até 30 dias da revenda.
O texto disciplina ainda a desistência da compra de imóveis se realizada em estandes de venda e fora da sede do incorporador do empreendimento.
O direito de arrependimento poderá ser exercido em sete dias, contados da compra, com a devolução de todos os valores eventualmente antecipados, inclusive da comissão de corretagem.
Se o comprador não se manifestar em sete dias, o contrato será considerado irretratável.
Esta proposta de Lei , sendo aprovado pela Senado , dará segurança ao comprador , bem como garantindo o profissional  corretor de imóveis , que seus honorários não serão devolvidos no caso da desistência (excetuando o arrependimento de 7 dias ).
Com a afetação , criará uma nova
Postura de mercado , pois os empreendimentos que tenham essa segurança  serão priorizado na hora da escolha .
Esta materia é controvertida , gera dezenas de decisões diferentes nos estados , com a promulgação da nova lei , trará segurança ao
Mercado .
E sempre afirmo , segurança em negócio imobiliário é a chave do sucesso da empresa e ou empreedimento.
Alex Vieira Passos, advogado sócio da Zambrim, Brito , Vieira Passos & Advoagdos S/c

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