Flip gerou impacto econômico de R$ 47 milhões para o país, diz MinC

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Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito a pedido do Ministério da Cultura (MinC), mostra que a 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) gerou retorno econômico de R$ 47 milhões, além de R$ 4,7 milhões em impostos.
A metodologia considera o efeito dos gastos pelos frequentadores da Flip na economia local, como despesas com hospedagem, restaurantes, bares e transporte, que se expandem para outros setores da economia, já que os prestadores desses serviços precisam adquirir matérias-primas e outros serviços com seus fornecedores. Segundo a análise, foram investidos R$ 3 milhões em recursos públicos e R$ 500 mil de outras fontes na organização do evento.
De acordo com o estudo, o impacto econômico direto, que é aquele voltado para a área turística, gera demanda também para os fornecedores – o chamado impacto econômico indireto. No caso da Flip, são R$ 30 milhões de impacto direto e R$ 17 milhões de indireto.

Empregos


A estimativa é que a Flip tenha gerado R$ 17 milhões em renda, além de ser responsável pela criação de 1.349 empregos, sendo 673 diretos e 676 indiretos. Do total de impostos gerados, R$ 1,6 milhão ficam com o município, R$ 570 mil com o estado e R$ 2,5 milhões vão para a União.
O levantamento considerou a participação de 26.400 pessoas em quatro dias de evento, que aconteceu de 25 a 29 de julho. Destes, 1,9% (502) são estrangeiros, 45,3% (11.959) são brasileiros não residentes na cidade, 9,1% (2.402) são excursionistas (aqueles que foram ao evento, mas não pernoitaram na cidade) e 43,7% (11.537) são residentes em Paraty.

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Impactos

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que o estudo da FGV “demonstra como, além do impacto positivo que a Flip tem no campo literário, na ampliação do acesso e da promoção do livro e da leitura como formas de qualificação do capital humano da nossa sociedade, ela também tem grande impacto na economia, em termos de geração de renda, emprego, inclusão e, portanto, de desenvolvimento”.
“Queremos mostrar para os contribuintes o quanto os recursos públicos que são investidos em cultura retornam multiplicados na forma de geração de renda, emprego, valor, inclusão social e mais arrecadação tributária”, disse Sá Leitão.
A Flip foi o terceiro evento do calendário do Programa Rio de Janeiro a Janeiro a ter o impacto econômico analisado pela FGV. Os dois primeiros foram o Réveillon de Copacabana e o Carnaval do Rio de Janeiro. Monitoramento do programa feito pela FGV mostra que, no primeiro semestre, 39 eventos chancelados pelo Rio de Janeiro a Janeiro, realizados em solo fluminense, geraram impacto total de R$ 6,4 bilhões.
Edição: Sabrina Craide





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