Programação parceira é destaque em balanço de encerramento da Flip

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O aumento da programação parceira foi um dos destaques da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) em 2018 e foi considerado “extremamente positivo” por Mauro Munhoz, diretor-presidente da Associação Casa Azul, que organiza o evento. Mauro destacou que a Flip foi concebida para requalificar o espaço urbano do centro histórico de Paraty e se disseminou de forma mais ativa com as casas parceiras.
Em 2018, a festa literária contou com 22 espaços alternativos que ocuparam o centro histórico com programações diárias. Cada um teve uma organização independente, o que fez com que autores de renome e personalidades circulassem em diversas mesas de discussão na cidade.

“Desde o Ocupa Paraty, com 40 instituições locais fazendo uma programação incrível do outro lado do Rio, às casas parceiras, colaborando com a Flip e tendo programações independentes e ativando a cidade de maneira absolutamente incrível”, pontuou ele, que destacou também as inaugurações da Biblioteca Estadual Maria Angélica Ribeiro e do Cinema da Praça, onde também houve programações culturais durante a Flip.
Para o ano que vem, o plano é criar um aplicativo que possa informar de forma mais centralizada toda a programação que ocorre durante o evento. Além disso, pode ser instalado um telão de led na Praça da Matriz, para que o público possa acompanhar a lista de atrações em tempo real.

Palco Principal


Até a noite de sábado (28), a Flip teve 90% de ocupação no auditório principal em suas mesas, que reuniram 6.820 pessoas. Na tenda gratuita, onde parte do público acompanhou as atrações na Praça da Matriz, a Flip reuniu 9.361 pessoas até a noite de sábado.

A curadora da Flip, Joselia Aguiar, avaliou positivamente a adoção de novos formatos, como mesas com dois entrevistadores e um autor, uso de vídeos durante as mesas e participação de autores por meio de perguntas gravadas em vídeo.
Joselia também comemorou a recepção de autores desconhecidos no Brasil, como o italiano Fabio Purstela, e o sucesso da mesa da autora russa Liudmila Petruchévskaia, que não costuma dar entrevistas nem falar sobre sua obra em público.
Neste ano, a Flip manteve a diversidade da edição anterior, com uma proporção maior de mulheres e autores negros e negras em relação às edições anteriores a 2017. Segundo a curadora, essa participação vai se manter, e os autores cada vez mais serão convidados a falar sobre os mais diversos temas, e não só sobre questões que envolvem suas identidades. “Vai ser sempre assim”, prometeu Joselia.
*O repórter viajou a convite da EDP, empresa patrocinadora da Flip 2018. 
Edição: Juliana Andrade


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