Polícia Federal irá investigar homicídio durante voo e desaparecimento de corpos

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A Polícia Federal (PF) deverá ficar responsável por investigar o assassinato ocorrido em pleno voo, na tarde do dia 27 de junho. A aeronave, que estava com três pessoas, decolou de Guarantã do Norte (a 736 quilômetros de Cuiabá) com destino no Apuí, no Amazonas, para buscar drogas. Porém, após o homicídio, o piloto resolveu fazer um pouso forçado em um rio, localizado na zona rural de Itaituba (PA).
A assessoria de imprensa da Polícia Civil do Pará informou que o delegado responsável pelo caso concluiu e o encaminhou a Polícia Federal. Isso porque o artigo 109 da Constituição Federal determina que ocorrências de crimes no interior de aeronaves sejam julgadas pela Justiça Federal.
Todos os depoimentos e materiais colhidos pela Polícia Civil já foram encaminhados para a Polícia Federal de Itaituba.
O caso
A assessoria de imprensa da Polícia Judiciária Civil (PJC) do Pará informou que, durante o depoimento, o piloto contou o que teria motivado o crime. Segundo o piloto teriam começado a discutir meia hora depois da aeronave decolar de Guarantã do Norte.
Segundo o piloto, os dois teriam entrado em desacordo sobre valores. Logo depois, o piloto afirma ter ouvido dois disparos de arma de fogo. Quando olhou para trás, ele viu um dos passageiros mortos com um disparo de arma de fogo na cabeça. O outro passageiros então teria levado a vítima até a parte de trás da aeronave, aberto a porta em pleno voo e atirado o homem para baixo.
A abertura da porta da aeronave em pleno voo causou uma severa turbulência na aeronave. O piloto então relatou que usou isto para simular um problema no motor esquerdo do avião. Logo em seguida, fez um pouso forçado em um rio. O piloto afirma que o assassino foi levado pela correnteza.
Por enquanto, o piloto é tratado pela polícia como testemunha. Porém, isso pode mudar de acordo com as provas encontradas no local do fato. Como não havia nada contra ele, o piloto foi liberado pelo delegado que investiga o caso. Ele mora em Cuiabá e se comprometeu a seguir até a cidade no interior do Pará quando pedido pelas autoridades.

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