Novo bioinseticida pode ser arma contra Helicoverpa

Produto surge como um novo aliado dos agricultores, com baixa toxicidade e eficiência contra outras pragas

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Foto: Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina

O início do mês de julho trouxe uma boa notícia para os agricultores brasileiros: uma empresa que desenvolve biotecnologia para combater pragas na lavoura anunciou um novo produto microbiológico à base de bacilos vivos (Bacillus thuringiensis – Bt) da variedade kurstaki.
O novo bioinseticida pode ser aplicado em conjunto com fertilizantes e, segundo seus desenvolvedores, pode auxiliar diversas culturas, pois seus agentes ativos combatem não somente a Helicoverpa zea e a Helicoverpa armigera, responsáveis por prejuízos nas lavouras de soja, milho e tomate, mas também a lagarta dos eucaliptos (Thyrinteina arnobia), o Bicho furão (Ecdytolopha aurantiana) que ataca os cítricos e as Traças das crucíferas (Plutella xylostella) no repolho.
No MAPA – o novo produto está registrado com a matrículo 39517 e é apresentado como eficiente para o controle de lagartas dentro de um programa de MIP (Manejo Integrado de Pragas).
O bioinseticida aparece como uma possível resposta a um desafio que surgiu no início deste ano, descoberto por pesquisadores australianos: um híbrido de lagarta nascido do cruzamento da Helicoverpa armigera com a Helicoverpa zea, mais resistente a todos os inseticidas conhecidos no mercado mundial, conforme noticiado pelo CenárioMT.

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