Desembargador mantém Mauro Savi preso

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O desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), não acatou ao parecer da Assembleia Legislativa e manteve preso o deputado estadual Mauro Savi (DEM), que está detido há 29 dias, acusado de estar envolvido em suposta organização criminosa instalada no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que desviou cerca de R$ 30 milhões.
 
Na sessão vespertina da última terça-feira (5), os deputados aprovaram com 14 votos  a soltura do deputado, contrariando a orientação do próprio desembargador Zuquim, que no documento em que expediu o mandado de prisão incluiu uma cláusula aos parlamentares para que não revogassem a prisão de Savi.
No mesmo documento, Zuquim avaliou que deputados estaduais não possuem as mesmas prerrogativas de senadores e deputados federais, que podem ser detidos somente em caso de prisão em flagrante por crime inafiançável e com a aprovação da Câmara Federal e Senado.
Relator do caso que foi batizado de Bereré/Bonus, Zuquim recebeu o pedido da Assembleia Legislativa na manhã de ontem e decidiu não atender ao pedido dos deputados nesta quinta-feira (7).
“O argumento posto no encaminhamento da resolução serve como observação ao próprio Poder Legislativo, considerando-se a natureza da prisão preventiva, se os motivos e requisitos e o contexto em que foi decretada. Em outras palavras, a soltura do parlamentar, que voltaria a representatividade popular da sociedade mato-grossense estaria, a meu ver, contrariando a própria ideia de imunidade em favor a lei, do povo, da Constituição, do interesse da sociedade”, diz trecho da decisão.
Mauro Savi foi preso em seu apartamento localizado no bairro Santa Rosa por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nas primeiras horas da manhã do dia 9 de maio.
 

Deputados aprovam soltura de Mauro Savi

 
De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), o parlamentar integrava o núcleo de liderança no esquema, que passou a vigorar no ano de 2009, quando o ex-presidente Teodoro Lopes, o ‘Doia’, assumiu a presidência da autarquia.
Também foram presos no mesmo dia que Savi, o ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques, seu irmão Pedro Jorge Zamar Taques, Roque Anildo Reinheimer, Claudemir Pereira dos Santos e o empresário José Kobori.

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