MT: Desmatamento sobre 5% em um ano

de agosto de 2016 a julho de 2017, a área consolidada de desmatamento foi de 1.561 km2, em Mato Grosso

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Dados consolidados do desmatamento na Amazônia Legal mostram que a área derrubada em Mato Grosso cresceu 5% no período de agosto de 2016 a julho de 2017. Porém, caiu 87% em relação à área registrada em 2004, ano em que foi iniciado pelo governo federal o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).
No Estado, a área consolidada de desmatamento no último período é de 1.561 km2. Esse valor representa um aumento de 5% com relação ao desflorestamento verificado entre 2015 e 2016, apurado em 1.489 km². Em 2004, a área derrubada atingia 11.814 km2. Os dados são do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e foram divulgados na última sexta-feira (11). A mensuração foi realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no âmbito do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).
Em toda a região, a área consolidada de desmatamento é de 6.947 km². Esse valor é aproximadamente 5% acima do que o estimado pelo Inpe em outubro de 2017, que foi de 6.624 km². O número representa uma redução de 12% com relação a derrubada de floresta verificada entre 2015 e 2016, verificado em 7.893 km². Na Amazônia, segundo o levantamento, o desmatamento observado em 2017 caiu 75% em relação à área registrada em 2004.
Outros Estados que também registraram aumento do desflorestamento foram Amapá (41%) e Maranhão (3%). Já os demais tiveram redução, sendo eles, o Tocantins (-47%), Roraima (-35%), Acre (-31%), Pará (-19%), Rondônia (-10%) e o Amazonas (-11%). Conforme, o MMA índice do desmatamento relativo ao período de agosto de 2017 a julho de 2018 está em processamento e deve ser divulgado no segundo semestre de 2018.
OPERAÇÃO – A operação HotSpot (pontos quentes), que tem o objetivo de impedir a derrubada da floresta ou cerrado por meio de monitoramento de imagens de satélite, está sendo realizada mensalmente em todo o estado. A ação é desenvolvida pela fiscalização de flora da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e todas as nove unidades desconcentradas do órgão.
Devido ao uso de tecnologia em tempo real, as equipes de fiscalização chegaram à área quando se iniciou o desmatamento ilegal, impedindo a derrubada de 1.600 ha, além da autuação de 3.231 ha de área já desmatada. No início deste mês, a operação foi realizada nos municípios de Marcelândia, Feliz Natal, Barra do Garças, Novo Mundo, Confresa, Campos de Júlio, Paranaíta, Pedra Preta, Comodoro, Juína e Cláudia.
A tecnologia é utilizada em defesa do meio ambiente, atualmente com vários satélites em orbita e disponibilização das imagens registradas. “A fiscalização vem realizando monitoramento quase em tempo real, podendo assim rastrear as áreas com indicativo de desmate ou em realização. Desta forma, se evita o desmatamento e dá rapidez na responsabilização das infrações ambientais”, explica o coordenador de Fiscalização da Flora, Fabiano Bernini, por meio da assessoria de imprensa.
As áreas já fiscalizadas serão monitoradas diariamente. Caso o proprietário persista em desmatar ilegalmente, as equipes responsáveis retornarão imediatamente ao local procedendo a apreensão de maquinário e condução dos responsáveis para a delegacia, além da responsabilização administrativa.

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