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Mato Grosso: novo bloco terá 10 deputados
Publicado em 12/02/2018 às 21:55 | JANAIARA SOARES Gazeta Digital
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Por Fablicio Rodrigues/ALMT


Líder do bloco independente, o deputado estadual Mauro Savi (PSB) afirmou que, na próxima sessão, deve ser oficializada a criação do grupo. De acordo com ele, a intenção é descentralizar a indicação da composição das comissões. Com um terceiro grupo, maior é a chance de todos os deputados participarem das comissões.

 

“Não é um grupo de oposição ao Governo, é um grupo de deputados que vai participar da formação das comissões e não estarão tao ligados as determinações do Executivo. É preciso que haja essa independência para balancear as ações que são sempre pró e contra”, disse o parlamentar.

 

Outro deputado que defende a criação do bloco é o socialista José Domingos Fraga (PSD), que ressaltou a necessidade da independência nas votações. Segundo ele, o grupo votará com o Governo quando necessário. “Não posso ficar sob uma tutela de 16 deputados. Isso eu não quero mais. Não queremos contrapor o Governo, mas sim polarizar uma discussão de alto nível e fortalecer o Parlamento”, afirmou.

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Devem estar no grupo os 10 deputados da base governista que assinaram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará possíveis irregularidades na gestão dos fundos no Estado. Além de Savi e Domingos, também estão cotados os deputados Baiano Filho (PSDB) Guilherme Maluf (PSDB), Oscar Bezerra (PSB), Romoaldo Junior (MDB), Silvano Amaral (MDB), Wagner Ramos (PSD) e Wancley Carvalho (PV).

 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), afirmou que a nova composição é natural. “Essa formação é normal, no primeiro ano houve vários blocos, nos outros apenas dois e agora voltou a se abrir mais de um bloco, não vejo como uma afronta ao governo e sim como uma maneira de os deputados se organizarem melhor na composição das comissões que devem ser definidas na próxima semana”.

 

Definição das Comissões

Segundo o Regimento Interno e a tramitação de matérias legislativas, as propostas dos deputados devem passar pelas referidas comissões permanentes, sendo a mais importante a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), que afere a constitucionalidade da proposta.

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A partir da definição dos nomes, os membros titulares de cada uma das Comissões se reunirão para decidir quem será o presidente e o vice-presidente, já que todos os demais, inclusive o presidente e o vice, podem avocar para si a relatoria das matérias em apreciação.






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