Autoridades discutem reaquecimento no setor de construção civil em Mato Grosso

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O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, esteve reunido nesta sexta-feira (18.08) com o presidente nacional da Caixa Econômica Federal (CEF), Gilberto Ochi, deputados federais e o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon), Júlio Flávio de Miranda, para assinar um termo de retorno das obras do projeto “Minha Casa, Minha Vida”, do Governo Federal, no estado.

Com esse pontapé inicial, cerca de 3 mil unidades habitacionais deverão ter suas obras concluídas, beneficiando não apenas as famílias, que terão um lar depois de alguns anos de espera, mas também a economia, com a geração de empregos e renda.

“Esse é um grande esforço que o Governo Federal tem adotado. Nós nos deparamos, quando o novo governo assumiu, com mais de 50 mil unidades paralisadas, com dificuldades extrema de pagar em dia essas obras e tudo isso está sendo colocado em dia. Agora estamos no processo de pagar aquilo que contratamos e retomar aquilo que ficou paralisado. Será um investimento de mais de R$ 90 milhões de reais”, pontuou o presidente da CEF.

“A retomada de mais de 3.000 unidades habitacionais em Mato Grosso irá gerar renda, emprego e dignidade ao cidadão que espera a sua casa. O estado de Mato Grosso se faz presente neste evento reconhecendo a importância do trabalho que o secretário de Cidades vem desemprenhando. A bancada federal tem feito um trabalho junto ao governo federal que é reconhecido. Juntos vamos resolver os problemas habitacionais do Estado”, disse Pedro Taques.


Com as mudanças para aquisição dos imóveis por meio do programa Minha Casa, Minha Vida, a contrapartida passou de 10% para 20% do valor total a ser financiado. A bancada federal de Mato Grosso aproveitou a presença do presidente da CEF, para pedir que a porcentagem voltasse aos 10%.

“O aumento do aporte do cidadão contemplado tem preocupado aqui em Mato Grosso. Imagine que se o imóvel custa R$ 100 mil, a pessoa terá que desembolsar R$ 20 mil, o que muitos não terão condições de fazer”, explicou o deputado federal Ezequiel Fonseca.

O deputado estadual Sebastião Rezende disse que a retomada dessas obras é algo muito esperado, especialmente para as famílias que poderão usufruir dessas moradias. “No momento em que é dada a ordem de serviço dessas obras, a esperança dessas famílias é renovada”, disse.

“Sabemos do déficit habitacional em Cuiabá e assinatura desse termo fará a diferença, além de mostrar o papel social da Caixa Econômica Federal”, salientou o prefeito em exercício de Cuiabá, Niuam Ribeiro.

Já a prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, lembrou a importância da retomada nas obras para geração de novos empregos, enquanto o prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio relembrou que são necessários investimentos em outros equipamentos sociais de educação e saúde.

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O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Mato Grosso (Sinduscon), Júlio Flávio de Miranda, reiterou o discurso de Lucimar. “Mais famílias terão renda. É uma cadeia muito importante onde mais empresas arrecadam, assim como o governo”, explicou.

O empresário criticou ainda a vinda de empresas de fora, salientando que o Estado tem plena capacidade para a construção local, tendo sido referência em empregos na área.

Cuiabá terá 443 unidades habitacionais com obras retomadas, Rondonópolis 470, Campo Novo do Parecis 400,  Sinop 576 e Várzea Grande 1000 unidades.


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