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  Política MARAJÁ DO AGRONEGÓCIO  
 

Atual presidente da Famato tem salário mensal de R$ 50 mil e é candidato em 2014

 
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 O empresário e produtor Rural Jorge Pires, candidato a vice-presidente da Famato, criticou o fato do atual presidente da entidade, Rui Prado, receber R$ 50 mil por mês. Ele também criticou os gastos da atual diretoria, de aproximadamente R$ 600 mil por ano, com verba de representação.

 
 
“Isso é uma disparidade. Enquanto a maioria dos sindicatos rurais sofre por não receber sequer a atenção necessária da atual gestão, o presidente recebe um salário deste. É uma realidade bem distante dos sindicatos, em que seus presidentes não recebem um centavo, realizando ações com recursos do próprio bolso. Isso não precisaria acontecer se tivéssemos uma boa gestão. Acho que esse salário de R$ 50 mil do atual presidente é o tipo de distorção que não pode mais acontecer numa instituição como a Famato”, afirmou Pires.
 
 
Segundo ele, o vice-presidente Normando Corral recebe 30 salários mínimos por mês. “Já solicitei formalmente, por inúmeras vezes, o organograma funcional e as remunerações de todos os diretores e servidores de Sistema Famato. Infelizmente, não fui atendido. Isso é grave, pois deixa no ar a suspeita de que o atual presidente tem algo a esconder”, afirmou.
 
 
Outro ponto considerado “estranho” pelo produtor são os gastos contabilizados como verba de representação. “São gastos que foram feitos pela diretoria, com viagens, hospedagens e coisas do tipo. Ora, não recebemos um relatório detalhado, discriminado, sobre essas despesas. Mais uma vez, repito: não podemos admitir essa farra com o dinheiro do sistema Famato enquanto os sindicatos rurais ficam à mingua”, disse.
 
 
Jorge Pires disse que a chapa de oposição, encabeçada por Antônio Galvan, defende a transparência na gestão, assim como a valorização dos interesses reais do segmento. “Atualmente o foco da Famato está distorcido. Muitos setores do agronegócio não se sentem representados. Está cada vez mais comum ouvirmos reclamações de que os próprios produtores rurais não se sentem em casa, na sede da Famato, e de que não são ouvidos para tomadas de decisões. O atual presidente Rui Prado, que pleiteia permanecer por quase 10 anos na cadeira, vem agora dizer que quer fortalecer os sindicatos. Oras, ele não teve tempo suficiente para fazer isso?”, questionou.
 
 
Pires reiterou que a gestão do sistema Famato precisa ser feita de forma compartilhada. “Iremos trabalhar de forma coletiva, com a diretoria, com os sindicatos rurais e, principalmente, com os produtores. Temos que focar no desenvolvimento do setor, e não nos ganhos individuais. Prova disso é que vou abdicar do salário de vice-presidente. Não quero receber salário. E iremos rever os salários milionários, que chegam até a R$ 600 mil por ano”, disse.
 
 
TRAMPOLIM POLÍTICO
 
Pires também acusou Rui Prado de “tentar se perpetuar” na presidência da Famato com “claros interesses políticos e eleitorais”. "Todos sabem que ele quer ser candidato a deputado federal no ano que vem. O Rui já está, aliás, organizando sua campanha eleitoral. Isso é um absurdo. Ele está usando uma entidade emblemática, como a Famato, com interesses descaradamente pessoais, tratando a federação como um verdadeiro trampolim. Isso é ignorar e rasgar o nosso estatuto, de forma escandalosa”, criticou.
 
A eleição na Famato acontece no próximo dia 14.
 

 

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